GESTÃO DA ATENÇÃO

Obtendo melhores resultados com sua atenção!

O que é Gestão da Atenção?


Duarte (2015) apresenta algumas definições para “Administração”. Dentre estas, há uma que diz ser “a coordenação de todos os recursos através dos processos de planejar, organizar, dirigir e controlar no sentido de alcançar os objetivos estabelecidos“. Este mesmo autor afirma que “gerenciar” é um sinônimo para Administrar. Portanto, podemos dizer que gerenciar passa pelos atos de planejar algo, organizar-se para executar este algo, seguido da execução dirigida e controle da execução e análise dos resultados.

Dada estas constatações, podemos inferir que “Gestão da Atenção” é o ato de planejar o uso da atenção, buscando meios de a organizar para que seja executada e monitorada, alcançando assim os objetivos propostos. Dito isto para estoque e finanças, por exemplo, é muito fácil de compreender, mas para atenção? É complicado! Muitos não a vêem nem como um recurso!

Mas atenção é um recurso reservado e destacado no reino animal e, lógico, das pessoas. Somos dotados de uma capacidade atencional e com ela podemos – fazendo uso de nossos sentidos e depois de nossa cognição – entender o mundo a nossa volta e, a contar disso, decidirmos como nos posicionamos e reagimos perante ele. É graças à nossa atenção que nos tornamos elementos vivos e dinâmicos em nossas realidades.

Se gerenciamos o estoque de uma organização é porque ele é valioso, recebeu investimento para estar ali e se caracteriza por ser finito. Quando ele escasseia, se torna problema e pode comprometer outras frentes da organização. Em virtude disso, nos preocupamos em planejar, organizar, dirigir e controlar os estoques de uma organização. 

Nossa atenção, apesar de não estar em prateleira alguma, também é um recurso valioso e escasso. Todas as pessoas tem uma capacidade fixa de atenção, sendo a mesma incapaz de ser expandida – não há atenção just-in-time! Pense nela como uma máquina empacotadora de uma indústria que é única e sem ela o produto não tem como ser despachado aos clientes. O que você faria com relação a esta máquina? Cuidaria para que ela não parasse de funcionar e tivesse a melhor manutenção possível para poder trabalhar bem, na carga máxima e pelo maior tempo possível. Nossa atenção é assim: precisamos atuar para que ela nos dê o máximo possível dentro de sua capacidade de “produção”. Dai, a necessidade de entendermos a atenção como algo a ser gerenciado!

Quando vamos prestar atenção – que em inglês é “pay attention”, ou seja “pagar atenção”. Algo que melhor demonstra ser a atenção algo de valor e que envolve pagar para receber – precisamos antes analisar para o que iremos dedicar atenção. A contar disso, passamos a poder escolher a melhor maneira de prestar esta atenção, afinal há diferentes tipos de atenção a serem utilizadas. A contar da deliberada escolha de um foco (PLANEJAR), passamos para a escolha de tipo, intensidade e tempo que iremos dedicar a aquele foco (ORGANIZAR). Partimos então para o momento de realizar a atenção a aquele foco, ou seja, entramos na execução da atenção propriamente dita (DIRIGIR) na qual vamos a cada momento avaliando a situação, fazendo ajustes e mesmo decidindo encerrar a dedicação a aquele foco se entendemos que o mesmo não deva ser continuado (CONTROLAR). Na medida em que interrompemos ou concluímos um foco, aproveitamos o resultado da experiência para aprendermos mais, ou seja, sobre como podemos em situações futuras correlatas “prestar” uma atenção melhor. E dai partimos para novo ciclo, definindo o novo foco. 

Entretanto, neste ciclo há várias questões relacionadas à pratica atencional que precisam ter sido antes assimiladas pelo “gerente” para que ele saiba como agir em cada uma das fases do ciclo. Há aspectos como, por exemplo, a habilidade de prática de cada um dos tipos de atenção; a existência e interdependência dos níveis de atenção; as vantagens, desvantagens e conseqüências da prática de cada tipo de atenção; entender sobre o funcionamento do cérebro; os esforços em busca de um equilíbrio dinâmico entre os pilares da atenção e várias outras questões que são básicas para que alguém se habilite a ser um bom gestor da atenção. Mas isto tudo fica para nossos próximos papos por aqui!

Esperamos que tenham gostado e que nos sigam e ajudem a divulgar nossas iniciativas nas redes sociais (@gestaodaatencao e #gestaodaatencao).


Duarte, Geraldo (2015). Dicionário de Administração. KBR.

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