Nascemos e crescemos dentro do conceito, regras, padrões e crenças de que o que vale e precisamos ter é beleza. Aparência agradável e formas perfeitas. Escravizados por essa crença, vamos vendo o mundo e a vida sob o espectro dos traços, ou seja, de como as coisas são apresentadas. A busca do belo, do perfeito e do aceitável nos leva a valorizar muito mais a casca que o conteúdo. Dentro dessa concepção, nossa atenção é formatada para priorizar foco na forma, no que é visto, aceito e desejado.

Entretanto, tal comportamento nos direciona para uma atenção que remete ao supérfluo, ao epidérmico e agradável aos olhos, sendo isso algo que nem sempre é acompanhado pelo recheio, pela essência e visão empática. Quando observamos melhor o ser, e não a forma, viabilizamos uma parceria, uma ligação, um laço mais harmónico, real, verdadeiro e que nos leva a melhores e mais profundas amizades e relações.

Gerir a atenção significa também ir alem das aparências, superar crenças inúteis de valorização da forma e reforçar um direcionamento de nossos focos para uma percepção mais interativa para com o próximo, entendendo-o mais do que o apreciando fisicamente. Sair dos comportamentos tradicionais para os que podem nos tornar melhores e mais fraternos. Exercitar a boa atenção é fundamental nessa direção!