Pessoas ansiosas, com excesso de energia e sempre metidas em mais de uma ação ao mesmo tempo, tendem a ser maus “escutadores”.

Entendem as coisas pela metade, de forma deturpada ou mesmo, nem entendem. Na pressa em se imporem, convencer o outro e tentar fazer com que as coisas ocorram segundo seus interesses, eles nem escutam. Enquanto o outro fala eles processam o que irão falar. Fica parecendo conversa de surdos!

Se você é assim. Procure refletir em termos do quanto isso pode lhe ser prejudicial. Quando não escutamos, estamos desconsiderando o outro e ao mesmo tempo, sendo infantis e nada empáticos. Na verdade, estamos desrespeitando as pessoas com as quais estamos nos relacionando e comunicando. Podemos não perceber que estamos sendo inconvenientes, mas as pessoas percebem! Algumas, depois disso, podem se afastar de nós ou se desgastarem em virtude de nossa surdez social.

Se você não é assim, mas encontra pessoas assim em sua vida. Tenha compaixão. Afinal, cada um tem seu tempo e movimento perante a vida e a cada um chega sua hora de perceber, refletir e mudar. Mas isso não significa que você tenha de ficar passivo perante situações como essas. Havendo oportunidade de agir em prol do outro perceber que está sendo incorreto em sua comunicação para conosco, devemos fazê-lo com cuidado e delicadeza. Por vezes, experimente parar uma frase pela metade.Dar uma resposta inesperada ou pedir para a pessoa repetir. Essas são ações que quebram o padrão do outro e isso pode ser a chave para que este perceba que está acelerado demais ou falando em excesso ou manipulando a conversa sem dar chance para os outros.

Ouvir é algo que vai alem da capacidade de escutar. Escutar é fisiológico. Ouvir é pratica! E essa prática exige uma atenção correta e bem gerenciada. Ouviu?