Nem todos são maduros, éticos, justos e moralmente elevados. Infelizmente! Seria ótimo ter um mundo onde a maioria atua com empatia, moral e em prol do bem. Entretanto, se não é assim, cabe a nós fazermos nossas filtragens em termos do que permitimos que os outros nos atinjam. Pode ser que não seja possível evitar tal evento, mas temos a capacidade de analisar o que nos chega e, a contar daí, determinarmos o quanto vamos permitir que aquilo nos atinja.

Essa ação de manter a própria paz passa pela gestão de nossa atenção. Quando vemos que o outro está buscando nos usar, nos enganar, nos convencer em prol de seus interesses ou de nos levar a agir de forma diferente do que nossa consciência diz, devemos acender um alerta em nossa atenção para que possamos analisar melhor nosso entorno, contexto e a pessoa que está agindo sobre nós. Quando somos pegos de surpresa, distraídos ou ansiosos, tendemos a reagir rápido, de forma automática. Sem muito pensar ou refletir! E isso pode nos levar a conseqüências que podem roubar nossa paz. Por isso, é melhor trabalhar na causa do que na conseqüência!

Respire fundo. Evite reagir de imediato. Olhe para o contexto. Tente entender porque aquilo está acontecendo e daquela maneira. Faça uma reflexão sobre quem está lhe trazendo aquela situação e analise suas intenções. Em outras palavras, não reaja antes de refletir. Uma boa atitude é fazer perguntas, buscar mais detalhes e fazer com que o outro tenha de se expressar mais. Pode ser que nesse processo você entenda a validade daquilo ou a inadequação total ou parcial.

Isso é gerenciamento da atenção. Um cuidado maior para não se colocar em situações desagradáveis e que poderiam ser evitadas caso estivesse atento quando de seu surgimento. Não deixe sua paz ser vendida em liquidação! Valorize-a com a prática de uma atenção mais cuidadosa para com os fatos, experiências e relações que mantém em sua vida.