Se acumulamos sentimentos ruins, fruto de nossa frustração com outras pessoas, em nada estaremos mudando o outro para melhor e muito menos fazendo girar dentro de nós coisas sadias. Mas isso, muitas vezes acontece esse acumulo sem que tomemos conhecimento. Só percebemos quando ficamos tristes, deprimidos, com dor de estomago, nas costas, pescoço e outros locais. Só que ai, já será tarde!

Entretanto, quando ficamos atentos aos nossos sentimentos, podemos com rapidez agir em prol da não contaminação de nosso ser. Se vemos que alguém não fez, reagiu, entendeu ou ágil como achamos que deveriam ter feito, podemos até buscar o diálogo com o outro, mostrar como vimos e entendemos a situação e porque consideramos a ação do outro como incorreta ou ineficiente. Entretanto, caso esse feedback não seja bem recebido ou entendamos que nem vale a pena comentar, devemos nos recolher, entender que o outro é o outro. Que a visão de mundo dele, bem como seu modelo mental e postura perante a vida é algo pessoal e que mudar esse arcabouço é uma obrigação do outro e não nossa.

Com esse tipo de interpretação, podemos trabalhar nossa atenção para que não somente não acumulemos energia ruim, como também estejamos aptos a ajudar o outro em sua evolução, sem contudo, querer interferir diretamente em seu processo de atenção, percepção, cognição e compreensão. Bons insights podem ser sementes para indução de revisões pessoais. Mas não mais do que isso! Aproveitamos também para melhorarmos nosso ser, evitando cometer erros que vemos os outros cometerem e recebendo feedbacks com gratidão e boa vontade em termos de obter melhoras em nossa vida.