Edgar Morin em sua obra “A cabeça bem-feita” comenta um conceito grego de inteligência por eles denominados “Métis”.   Se trata daquele conjunto de atitudes mentais que conjugam o ‘faro’, a sagacidade, a previsão, a leveza de espírito, a desenvoltura, a atenção constante, o senso de oportunidade”.

Essa inteligência recebeu esse nome em homenagem à deusa grega Métis (“habilidades”), adorada por ser a que representa a saúde, proteção, astúcia, prudência e virtudes. Essa mesma deusa era vista pelos romanos com a deusa da prudência.

Portanto, uma cabeça bem-feita demanda habilidade para com os sentidos, o uso inteligente desses, com a devida astúcia e agilidade, além da atenção constante.

Precisamos agir pela vida cuidando de nós mesmos em termos físicos, com o uso correto de nossas virtudes, prudência e atenção de qualidade, afinal, desatentos fica difícil cumprir todos esses cuidados. A boa atenção é a base de uma vida virtuosa!

O triste é ver que a maioria não dá a menor atenção à própria atenção. Deixa a mesma vagar e funcionar sem a necessária consciência e cuidados. Não a gerência pois se acham atentos por natureza e hábeis em sua prática, sem nunca dedicar à mesma esforços para ser melhor e mais eficaz. Sim, a atenção é como um músculo que precisa de exercícios, de prática e de uso para poder se destacar e nos ser mais útil que o usual.

Não se gerência o que não se conhece, não é mesmo? Pois então, está passando da hora de se atentar mais à sua atenção, procurando entender como ela tem funcionado, que resultados ela está te trazendo e de que forma pode agir para que ela funcione com maior eficácia! Torne-se um bom gerente da própria atenção e passe a ver e atual no mundo de modo mais efetivo e satisfatório!