A atenção tem uma relação muito próxima e profunda com nossas crenças. Muito do que processamos após dedicarmos nossa atenção a algo é determinado pelo modo como percebemos a vida e o contexto em determinado momento e local. Se nossas crenças forem limitantes, tendemos a direcionar nossa atenção mais para as ameaças do que para as oportunidades e buscaremos não soluções, mas sim desculpas para nosso recuo, desistência e afastamento. Não há mal nenhum em sermos cautelosos, mas devemos estar atentos para podermos avaliar a validade e pertinência das crenças que estão influenciando nossa cognição e reflexão. 

Podemos ter decisões e ações bastante danosas por balizarmos nosso modelo mental em fundamentos equivocados. No caso do elefante da imagem, ele não acredita em sua própria força e por isso, está aprisionado em algo que na verdade não tem a menor capacidade de limitá-lo. Suas limitações são interiores e falaciosas!

A situação inversa também é verdadeira! Muitas vezes, outras pessoas nos jogam crenças limitadoras com a intenção de se manterem no controle de nossa vida. Seja por questões de sangue, econômicas ou sociais, aprisionam o outro para que seus interesses sejam satisfeitos, independente do fato desse aprisionamento ser incorreto e injusto. Daí a importância da atenção, pois na maioria dos casos há soluções, mas essas passam por um conjunto de crenças que induzem a ação do aprisionado, levando-o para novos contextos, com maior liberdade e satisfação. Portanto, mantenha-se atento às próprias crenças e as fortaleça em termos de serem efetivas ferramentas de cumprimento de seus propósitos nessa vida.