A atenção difusa é aquele tipo de atenção em que se está prestando atenção a tudo e ao mesmo tempo, a nada. Isso quer dizer que você está disponível para se atentar a qualquer coisa que seja capaz de chamar sua atenção. Não há um foco, mas sim uma predisposição a se prestar atenção a algo do entorno que se destaque.

Um exemplo típico dessa prática é a exercida por aqueles policiais em campos de futebol que se postam de costas para o futebol e observando a torcida. Eles perdem o jogo, mas não a oportunidade de perceber qualquer ação ou transformação em seu campo de visão, sendo essa passível de uma ação sua ou não.

Nessa prática atencional, não há uma preocupação com a concentração profunda, pelo contrário, quanto menos concentrado em algo melhor. É como um olhar, audição ou olfato em modo scanner! Acontece como que em um fluxo contínuo em que não há foco específico, mas que a qualquer momento pode uma atenção maior a um determinado foco.

O cuidado nesse exercício atencional é não deixar a mente vagar do aqui e agora para outro local, ou seja, ficar “sonhando acordado” em momentos de atenção difusa como a desses policiais citados pode ser fatal em termos de se distraírem e não perceberem algo que deveria ser alvo de sua atenção. O esforço então é de se manter ligado no entorno, sem focar em nada e disposto a atentar para tudo que possa ser necessário atentar. Caso se atente para algo que não é importante, retira-se a atenção do foco captado e se volta para a atenção difusa.

Aqui cabe muito a adequação ao contexto em termos de elementos dispersores. Por exemplo, olhar um celular, ouvir uma música ou tentar fazer outra atividade (multitarefa) pode ser comprometedor em termos da qualidade da atenção difusa. Portanto, avalie bem o que fazer ou não enquanto está sob a demanda de uma atenção difusa.