Há alguns tipos de atenção e cada momento ou foco, demanda um tipo específico de atenção. O uso errado do tipo de atenção leva a um processo empobrecido ou ineficaz de atenção.

Nos dias de hoje, saturados de tecnologias da informação, acabamos nos dedicando com maior frequência à atenção dividida, ou seja, olhamos sem muita profundidade e por pouco tempo para os focos. E vamos pulando de foco em foco, sem muito concentrar. Fluímos pelos focos que aparecem em nossos aparelhos, dando menos atenção a nosso entorno.

Isso pode ser prejudicial a nossas relações, mas também a nossa vida. Pois não podemos apenas nos alimentar de atenção dispersa e superficial. Temos de trabalhar atenção profunda, focada e mesmo a atenção difusa, que são momentos de nenhum foco (meditação, por exemplo!). É na variedade atencional que trabalhamos melhor nosso poder de atenção, retenção, aprendizagem, entendimento, enfim, pessoas mais conectadas na vida real, ampla e importante!

Não significa que devemos negar ou abolir as tecnologias de nossas vidas, mas de torná-las nossas parceiras em prol de uma atenção mais correta, efetiva e positiva em termos de nosso crescimento como pessoas, profissionais e membros de famílias e sociedades.