Foto por Dominika Roseclay em Pexels.com

O presente post foi inspirado no podcast #55 de Ricardo Amorim (Tendências na economia e nos negócios pós-pandemia) onde de forma brilhante fez uma leitura de nossos dias atuais e das tendências que temos pela frente.

Os avanços das tecnologias, em especial da inteligência artificial, mostram que o mercado de trabalho será ainda mais exigente. A tendência é de que permanecerão as funções não passíveis de serem atendidas pela IA. E serão estas as mais decisivas para as organizações. Principalmente porque serão elas que irão permitir que as organizações aprendam e se adaptem com inteligência e rapidez a um ambiente em constante mutação.

As pessoas nestas funções precisam estar aptas a organizar o conhecimento, tratando-o com a devida atenção em termos de obter uma percepção real do momento e das transformações, bem como terem visão para perceber as tendências mais relevantes para a organização e ajudá-la a seguir na melhor direção.

O que se está dizendo é que as organizações precisam de pessoas com a capacidade de atenção, de aprendizagem e de decisão acima da média. Elas serão essenciais para a viabilidade e crescimento das organizações.

Como que se pode ter pessoas com atenção acima da média?

Não se trata apenas de efetuar treinamentos. Para além disto, é preciso que a organização cuide para que a atenção seja vista como um recurso precioso e que demanda cuidados e de uma estrutura que a fomente e potencialize.

Assim sendo, se demanda uma boa estrutura tecnológica, com sistemas que consigam captar informações externas e internas, de trabalhá-las para que sejam capazes de trazer alertas de atenção à direção de modo a que estas se posicionem em relação à realidade e possam dar indicadores – e regras, normas e procedimentos – internos que possam ser disseminados, recepcionados, acatados e/ou avaliados pelos decisores em seus processos decisórios. E isto, em toda a estrutura da organização. Além disto, é importante incentivar a troca de ideias e experiências entre os decisores para que se crie uma cultura de decisões cooperativas.

A atenção organizacional trata de algo que não é visível, palpável ou passível de ser comprado. Não é digital e nem pode ser arquivada em discos rígidos. É eminentemente humana e pode ser melhorada e potencializada. Portanto, o papel das organizações é ser a fomentadora da atenção de seus colaboradores mediante um conjunto de ações, conforme comentado acima. A atenção organizacional não é a somatória das atenções de seus colaboradores. É o produto destas atenções obtido pela estrutura atencional da organização e da alta administração com seus colaboradores.