Você conhece alguém que tem uma má atenção? O que mais se destaca nela? Aposto que dirá coisas como o fato dela ter perda frequência de coisas, de compromissos, ter certa constância de mal entendidos, quebrar coisas por distração, não perceber coisas que estão no seu nariz… Enfim, apontará comportamentos que com certeza a levam a uma vida com maior carga de ansiedade, estresse, prejuízos e conflitos. Afinal, ela acaba trazendo distúrbios a seu ambiente e a si própria.

Se formos um pouco mais longe, podemos até dizer que ela tem maiores chances de ter acidentes, talvez até com certo risco para sua integridade e vida. Quando nossa cabeça está lá no passado ou centrada no futuro, comprometemos nosso agora, pois reduzimos nossa qualidade de percepção e por consequência, de nossa cognição.

Agora remeta esta análise para o ambiente das organizações? É semelhante em termos de problemas e perigos. Uma organização com má atenção, tende a ter maiores custos, menor produtividade, decisões ineficientes e ações para o ambiente interno ou externo pouco eficazes. Será basicamente reativa, estando sempre surpreendida por acontecimentos que, se tivesse tido antes a devida atenção, poderiam ter sido evitados ou mesmos revertidos em oportunidades.

Estamos falando que uma atenção de qualidade tem relação com a forma que a organização lida com suas pessoas, informações, conhecimentos, comunicações, crenças e processos decisórios.

Uma organização que deseja ser atenta precisa se organizar – mesmo que informalmente, para que sua percepção externa seja clara e adequada, sendo trazida para seu ambiente no local certo, sendo trabalhada, analisada e disseminada de forma correta e dentro das perspectivas coerentes com os planos da organização e chegando na forma, tempo e local mais adequados para que os decisores possam as assimilar e trocar ideias de modo a estabelecerem as melhores decisões, que irão dar perfil às melhores ações e, muito provavelmente, os melhores resultados internos ou externos.

Este é o papel da Atenção Organizacional!