Quando um gestor se encontra na fase de planejar algo, ele estará se concentrando em analisar o que pode representar maior valor estratégico em termos do cumprimento de suas metas e objetivos maiores. Portanto, ele usa todo o seu potencial cognitivo no sentido de definir para onde olhar. Identificar que pontos – uma vez bem planejados – lhe podem ser mais valiosos para cumprir seus objetivos. A escolha equivocada deste ponto “focal” pode representar alto investimento de recursos, tempo e dinheiro em elementos que não trarão o devido retorno. Portanto, um bom gestor tende a dar muito valor à fase do planejar pois tudo que irá advir dai, inclusive os resultados, passam por este momento de análise, avaliação e decisão.

Na gestão da atenção, a fase de planejar se materializa sob a forma da escolha de que foco de atenção irá receber tratamento em determinado momento. Há sempre uma grande gama de focos à frente do gestor. Alguns, se enquadram em seu rol de focos agradáveis, outros nos que não se gosta, mas são necessários. Há os que escolheria por prazer e os que seriam por obrigação. E tem ainda os que ele consegue trabalhar com facilidade e os que lhe são mais desafiantes e desgastantes no lidar. E podemos ainda pensar em termos de que focos são mais urgentes e importantes considerando as prioridades definidas para aquele momento. Portanto, se vê que há aqui um conjunto de fatores que influenciam a escolha do foco de atenção a ser trabalhado.

O gestor precisa estar bem centrado e equilibrado, para não dizer, maduro, para poder fazer esta leitura, análise e seleção do foco a trabalhar. Se deixar a escolha pelos sentimentos de atração, comodidade e gosto, por exemplo, pode entrar em focos “gostosos” mas que na verdade podem pouco lhe resultar em termos do que efetivamente deveria ser seu foco de atenção naquele momento.

É preciso muito respeito com nossa limitada e valiosa atenção para não ficarmos a consumindo de modo amador, emocional ou procrastinador. Temos de ser conscientes de nossos possíveis focos e termos a devida análise racional sobre o que devemos nos dedicar a seguir. Entretanto, é bom que se tenha em mente que há hora para tudo! Nos sábados, por exemplo, não vamos colocar a nossa frente focos complexos e muito menos de cunho profissional. A análise de focos naquele momento será mais voltada para a família, lazer, relaxamento, enfim, o rol é bem diferente do que temos nos chamados dias “úteis”.

Discernimento, coerência, responsabilidade e senso de momento são requisitos de um bom gestor da atenção no momento de planejar seus próximos focos de atenção. Há muita sabedoria por trás disto, e ainda uma boa carga de auto-conhecimento no sentido de saber quem se é, onde se está, o que se quer e como se quer chegar a um ponto melhor e mais satisfatório no momento futuro. Esta maturidade e equilíbrio são fatores decisivos para que o gestor efetivamente haja perante suas demandas de atenção de modo coerente e eficaz.

Mas tudo isto, apenas na fase do planejar! Depois ainda se tem na gestão da atenção as fases de organizar, dirigir, controlar… Mas sobre estes momentos falaremos em outros posts por aqui.