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Essencialmente nos processos de tomada de decisão. Há decisões em todos os níveis organizacionais. Apenas nas mais simples e rotineiras é possível utilizar processos de decisão automatizados. Todas as demais são tomadas por pessoas. Estas pessoas, em sua maioria, não se encontram presentes no dia a dia da alta administração e muitas das informações coletadas pela organização não lhes são entregues ou disponibilizadas, portanto, decidem sem uma referência atualizada da organização e deixando de ter ciência de informações que poderiam reforçar o processo decisório.

Há ainda processos decisórios realizados pelo mindset do decisor, que podem estar desconectados do mindset da organização. Isto significa que há um risco de que decisões podem remeter à formação de ações internas ou externas que podem vir a ser diferentes das desejadas pela organização.

Agrava-se esta realidade às organizações com grande dispersão geográfica. Filiais podem não dar atenção a parâmetros desejados pela matriz. Tudo isso remete a uma necessidade e preocupação organizacional em ter um sistema interno de atenção organizacional. Este sistema atua tanto de dentro para dentro, quanto de fora para de dentro e de dentro para fora.

A organização precisa saber captar os feedbacks externos e recepciona-los para que recebam atenção da direção. As análises realizadas pela alta direção precisam ter a devida assimilação, guarda e distribuição, estando presentes nos locais certos e sendo percebidas pelos diferentes decisores. As decisões que irão formatar as ações da organização – internas ou externas – devem considerar o que a estrutura atencional “aprendeu” e deixou disponível para uso.

Assim, a estrutura da atenção formada pela informação, alta direção, normas, sistemas e pessoas atuando de forma sinérgica, pode contribuir e muito para que o acervo de decisões organizacionais convirja para um norte mais orientado e dê base para ações com maior grau de acerto e melhores resultados.